Muitas vezes nos deparamos com uma dúvida muito comum, será que devo abrir o meu negócio? Será que está na hora de ser um empreendedor? 

 

Nestes últimos dois anos (2015 e 2016), muitas pessoas que saíram do mercado de trabalho formal e também com o aumento crescente do número de desempregados em igual período, forçou, como sendo uma válvula de escape, com que muitas pessoas optassem pelo caminho do empreendedorismo, tornando-os micro e pequenos proprietários de empresa.

Naturalmente todos temem os riscos envolvido no negócio, afinal em um pais onde as leis trabalhistas, impostos e a burocratização fiscal imperam é de se pensar e muito se vale a pena correr.

Como houve dizer uma vez, “…quando não se tem a possibilidade da escolha, a escolha está posta…”.

Abrir o seu próprio negócio é difícil, lidamos com muitas incertezas, receios, falta de preparo administrativo e ainda com inúmeros riscos naturais e pertinentes ao negócio e ao seu meio. Seja ele qual for, mas o que poucos sabem é como cuidar bem de sua empresa, principalmente depois que a mesma já está constituída, em pleno funcionamento e com alguns anos de estrada, pode ser 7, 14, 20 anos ou mais.

Por vários motivos os donos de empresas acreditam na soberba e também na soberania de seus negócios e de seus modelos operacionais de gestão, enfim ouço com frequência afirmações como esta:

Afinal eu já venci, superei todas as dificuldades! Sempre fiz assim e deu certo! Eu trabalho 14 horas por dia e cuido de tudo sozinho! E por aí vai.

Na minha forma de ver as coisas as empresas constituídas e com algum tempo de existência conforme já havia mencionado, levam aos seus fundadores equívocos irreversíveis muitas vezes, e neste sentido, quero deixar aqui uma pequena síntese de contribuição e alerta aos mesmos.

Primeiro – O dono de uma empresa deve manter com a mesma fibra, dedicação e postura que tinha em seu início, é fundamental buscar ajuda e novas opções de reciclagem profissional tanto para ele mesmo como para as pessoas e colaboradores que formam a mesma. Afinal o mundo se movimenta em um dinamismo próprio e não conceitual, fazendo com que um minuto se torne uma eternidade em sua escala e tempo.

Segundo – Jamais o proprietário de uma empresa deve misturar sua pessoa física com a sua pessoa jurídica, os mesmos são distintos e devemos cuidar separadamente dos interesses de cada uma destas pessoas. É importante entender que apesar de ser o dono, fundador ou empreendedor, o dono é na verdade o colaborador número um da empresa, sendo assim no campo financeiro por exemplo você deve ter um salário (pró-labore), claramente definido e de preferência com um índice percentual de sua receita. Desta forma você não irá abstrair algo que a empresa não vir a não estar preparada ou a acesso de retiradas sem controle algum. A empresa precisa sempre estar capitalizada para suportas os altos e baixos e as sazonalidades do mercado.

Terceiro – Entenda que a empresa é a somatória de vários valores individuais, por isso é importante saber delegar e ouvir todas as opiniões de seus profissionais, também é fundamental investir nos mesmos, esta é talvez uma das formas mais corretas para reter e atrair bons talentos, não deixando de ter também políticas claras e eficientes valorização dos colaboradores.

Quarta – E por fim e não menos importante, utilize de práticas sustentáveis e de valores éticos como forma de direção e de filosofia das boas práticas empresarias na sua empresa. Nos dias de hoje uma empresa não gera apenas lucros e valores financeiros, também tem obrigação de retribuir a sociedade local e global com exemplo de práticas licitas como visão e princípios morais e éticos. Sendo assim um espelho e exemplo, para todos que a cercam.


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